O secretário de Desenvolvimento Regional, Egberto Batista, começará, nos próximos dias, a se reunir com usineiros e ambientalistas para detalhar o novo Programa Nacional do Álcool (PROÁLCOOL II). Só numa segunda etapa ele pretende envolver nas discussões outros setores do governo. Egberto quer que o álcool passe a ser considerado a única alternativa de combustível para os grandes centros urbanos, com altos índices de poluição. A participação de ambientalistas nas discussões reforçará a idéia do álcool como combustível ecológico, acredita Batista, que pretende discutir com os usineiros fórmulas de dar maior independência para o setor, necessária para viabilizar a ampliação da produção de álcool. Ainda não existem números sobre o projeto, mas o secretário está certo de que os usineiros têm condições de responder, de forma rápida, aos estímulos ao aumento de produção. O setor deve, porém, Cr$533 bilhões ao Banco do Brasil e técnicos do Ministério da Economia acreditam que pelo menos metade desta dívida não será paga por causa da precária situação financeira das usinas. Egberto acredita que, nos grandes centros produtores, o álcool pode ser vendido a preço mais baixo que o atual (75% do preço de gasolina), para estimular o mercado de carros a álcool e fortalecer a produção (O Globo).