O presidente Fernando Collor de Mello quer que os projetos salariais do governo tenham apoio da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e dos demais sindicatos antes de serem enviados ao Congresso Nacional. Collor orientou o ministro da Justiça, Jarbas Passarinho, para incluir a CUT em sua política "soft". Passarinho já vem mantendo contato com representantes da central, entre eles o presidente, Jair Meneghelli. O ministro da Economia, Marcílio Marques Moreira, descarta a prefixação ou indexação salarial. Ele diz que a medida não protegeria os salários da inflação. Os trabalhadores serão convocados para discutir a questão nas câmaras setoriais, Marcílio quer vincular a discussão dos salários à produtividade (FSP).