O governo brasileiro quer defender na Rio-92 que a pobreza e a degradação ambiental estão intimamente relacionadas. O documento elaborado para servir de base ao relatório que o país apresentará na conferência diz que será necessário investir em programas de benefício a famílias de baixa renda, as mais atingidas por epidemias e endemias. O governo tentará obter dos países ricos verbas para obras de infra-estrutura básica, como contrapartida à aceitação de ações internacionais de preservação ambiental, especialmente na Amazônia. Um dos pontos mais abordados pelo documento do governo para a Rio-92 é o desmatamento. O relatório mostra que apenas 12% da área original da Mata Atlântica resistem e estima que até 1990 tenham sido desmatados 415 mil km2 da floresta Amazônica. Quanto à Amazônia, o texto registra queda na taxa de desmatamento, que foi em média de 22 mil km2 por ano entre 1978 e 1988. Em 1990 caiu para 14 mil km2 (FSP).