Os chefes de Estado dos sete países mais ricos (G-7, EUA, Alemanha, Inglaterra, Japão, Itália, Canadá e França) não vão oferecer ajuda financeira ao líder soviético, Mikhail Gorbachev, quando se encontrarem na próxima semana, em Londres, confirmou ontem o primeiro-ministro britânico, John Major. O G-7 oferecerá apenas assistência técnica no processo de reforma soviético. Major espera que o encontro sirva para firmar um compromisso do G-7 em duas áreas: no esforço de finalizar a Rodada Uruguai, no GATT, ainda neste ano, e no comparecimento de todos na Conferência Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92). Major disse que será feito um esforço para transformar a Rio-92, "que estará especialmente preocupada com a questão das mudanças climáticas, num sucesso". Confirmou, também, sem entrar em detalhes, que o G-7 fará "uma análise da situação das florestas tropicais brasileiras", certamente uma referência ao projeto de US$1,5 bilhão encomendado pelo G-7 há um ano e que deverá ser discutido neste encontro. O estudo examina os problemas ambientais da Amazônia e da Mata Atlântica. Uma fonte do governo britânico disse a um interlocutor brasileiro que o projeto é visto com bons olhos e poderá haver alguma decisão neste encontro do G-7. Observou, no entanto, que o projeto chegou muito tarde a Londres e faltou tempo para costurar gestões políticas paralelas em seu favor com outros países (GM).