Quase US$500 milhões, cerca de um terço dos custos do projeto-piloto de preservação da Amazônia que os países do Grupo dos Sete (G-7) decidem na próxima semana se financiam, poderão ser destinados a um conjunto de programas iniciados por diversas organizações não-governamentais (ONGs) com o objetivo de reduzir impactos sociais e econômicos decorrentes da degradação ambiental na região. "Essa é a grande inovação da proposta", disse o secretário-adjunto da Secretaria Nacional de Meio Ambiente, Eduardo Martins, um dos principais formuladores do projeto-piloto. Dois terços do total de recursos previstos no projeto-piloto referem-se a medidas tradicionalmente implementados pelo governo, como zoneamento, demarcação de terras indígenas e fiscalização de unidades de conservação. O terço destinado às ONGs refere-se a 36 projetos selecionados entre os que aguardam recursos do Fundo Nacional de Meio Ambiente. São projetos de iniciativa de entidades da região, como Vitória Amazônia, Imazon, Saúde e Alegria, ou de entidades sediadas em outras regiões mas com atuação na Amazônia, como a Fundação Mata Virgem e a Funatura. Há entre os projetos selecionados programas de manejo e recursos naturais e de recuperação de áreas degradadas em comunidades indígenas e em reservas extrativistas. Há programas de educação ambiental e de monitoramento (GM).