Uma pesquisa realizada em junho pelo comando da Escola de Comando e Estado- Maior do Exército (ECEME), localizada no Rio de Janeiro, concluiu que o ambiente nos quartéis, pelo menos financeiramente, não é de tranquilidade. Dos 346 oficiais superiores ouvidos, 46,2% não estão conseguindo pagar seus compromissos com os vencimentos que recebem. Para acertar as contas domésticas, 30 oficiais venderam automóveis, 47 alienaram outros bens e 83 recorreram ao saque da poupança. "Pode-se concluir, também, que a totalidade do universo pesquisado está em piores condições financeiras que no ano passado", diz o documento. A pesquisa da ECEME mostra que um coronel está recebendo, hoje, conforme o tempo de carreira, no máximo Cr$431.349,28 líquidos, e no mínimo Cr$360.100,00; um tenente-coronel, de Cr$417.851,72 a Cr$323.261,00; e um major, de Cr$368.675,00 a Cr$303.572,75 (JC).