HÁ 204 MILHÕES DE POBRES NA AMÉRICA LATINA

Há 204 milhões de pobres na América Latina e no Caribe. Quase 45% da força de trabalho destas regiões está desempregada ou subempregada. A renda per capita dos latino-americanos caiu 10% entre 1978 e 1988 e, em alguns países, os salários perderam 50% de seu valor real. A região paga US$25 bilhões ao ano de juros e principal da dívida-- muito mais do que consegue obter em novos empréstimos. A qualidade de vida está deteriorada, a habitação é deficitária e o sistema educacional, falho. As florestas, os recursos hídricos e os solos estão alterados. Este quadro, fruto de um sistema nocivo de desenvolvimento, foi analisado por 30 líderes empresariais, políticos e ambientalistas do continente americano, num encontro promovido no final de junho, em Washington (EUA), pelo World Resources Institute (WRI). Eles produziram um documento onde pobreza, qualidade de vida, poluição e dívida externa se interligam e são enfocadas sob a ótica do desenvolvimento sustentado. No desenvolvimento das propostas há a taxação nas emissões de dióxido de carbono ou a redução dos orçamentos militares-- cada governo teria de cortar estes gastos em 25% sobre os níveis de 1990 num prazo de cinco anos. Isso significaria cerca de US$67 bilhões por ano ao final dos cinco anos, recursos que seriam aplicados em programas de desenvolvimento sustentado (GM).