As 24 indústrias de Cubatão (SP) tiveram que suspender ontem suas atividades por 24 horas para não agravar os perigos da nuvem de poluentes que obrigou o governador paulista, Luiz Antônio Fleury (PMDB), a decretar estado de emergência na cidade. A atmosfera da região chegou a apresentar concentração de mais de 2.000 microgramas de poluentes por metro cúbico, quatro vezes o limite que impõe o estado de emergência. Segundo a CETESB (Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental), a concentração de poluentes foi consequência da inversão térmica, típica no inverno, que impede a dispersão das partículas poluentes na atmosfera. Com a paralisação de 24 horas, as fábricas tiveram prejuízo calculado em US$3,8 milhões (JB).