Os hotéis do Rio de Janeiro serão os maiores beneficiados com a grande afluência de pessoas, durante a Rio-92. Enfrentando período de "vacas magras"-- o faturamento hoje é de 30% do apurado em 1987, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis-- a rede hoteleira deverá ficar lotada. E em uma época em que, normalmente, a taxa de ocupação dos apartamentos é baixa. Calcula-se que, somando as 170 delegações governamentais, 50 de organismos e agências internacionais, representantes de 500 organizações não- governamentais, jornalistas e funcionários da ONU, chegue a oito mil o número de estrangeiros que virão ao Rio de Janeiro, além de dois mil brasileiros encarregados dos serviços de apoio. Os hotéis comprometeram-se a reservar 70% de sua capacidade para pessoas ligadas à conferência, o que garante 10.500 vagas, com diárias variando de US$35 a US$140. Existem hoje, no Rio de Janeiro, 184 hotéis, com mais de 16 mil vagas. Contando os apart-hotéis, a capacidade de hospedagem eleva-se para 18 mil lugares. No total, além dos delegados oficiais, espera-se chegar a um número de mais de 25 mil visitantes à cidade, contando-se também turistas e participantes dos eventos paralelos. Será necessário, portanto, ocupar hotéis de periferia ou cidades vizinhas, como Teresópolis, Petrópolis, Niterói, e até motéis (O Globo).