TUMA DIZ QUE SEM-TERRA TREINARAM EM CUBA

O secretário da Polícia Federal (PF), delegado Romeu Tuma, disse ontem em São Paulo que, junto com os líderes de sem-terra presos no Pará, "foram apreendidos documentos com programação de invasões de terras e três diplomas de cursos agrícolas em Cuba que ensinavam o uso de armas e programática política". Tuma afirmou que os diplomas "provam que esses líderes foram se profissionalizar lá fora para invadir terras". No dia 15 passado, a PF do Pará prendeu sete líderes dos sem-terra reunidos em Marabá (PA), acusados de "preparar uma invasão de terras". Romeu Tuma negou que tivesse usado o termo "guerrilha", ao depor anteontem à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Congresso Nacional. Para Tuma, o termo foi sugerido por parlamentares. O diretor do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra, Egídio Brunetto, disse, em São Paulo, que a acusação sobre guerrilha "é para tirar a atenção sobre problemas como a reforma agrária e epidemias". Em Goiás, o coordenador da Comissão Pastoral da Terra, Gerônimo Nunes, disse que o intercâmbio com Cuba "é para treinar sindicalistas, mas não em guerrilha" (FSP).