O orçamento de investimentos habitacionais com recursos do FGTS para 1991 é de Cr$818 bilhões, que serão aplicados na construção de 518 mil unidades de habitação destinadas à população na faixa de um a dois salários-mínimos. A informação foi dada ontem, no Rio de Janeiro, pelo presidente da CEF, Álvaro Mendonça. Segundo ele, a destinação desses recursos ao financiamento de habitações populares está de acordo com a priorização dada pelo governo Collor às camadas de menor renda. Ele acrescentou, porém, que a classe média não foi esquecida, e que até o fim do ano será reativado o Plano Empresário (PEP) da CEF. Esse programa, interrompido em março de 1990, visa ao financiamento de habitações de classe média. Ainda em 1991, continuou o presidente da CEF, serão viabilizados os financiamentos de imóveis com mais 180 dias de "habite- se", isto é, que não são mais considerados "novos". O orçamento do FGTS para financiamentos à habitação no Rio de Janeiro, em 1991, é de Cr$110 bilhões, para a construção de 30 mil habitações populares. Os recursos do FGTS que serão aplicados no mesmo período, no Rio, em saneamento e infra-estrutura, somam Cr$70,9 bilhões (GM).