TERRA E DEMOCRACIA 1991

O evento ecológico "Terra e Democracia", realizado no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro (capital) em setembro do ano passado, terá sua versão 91. Desta vez, no entanto, o tema ecológico foi substituído por um movimento de caráter educativo e cultural: a intenção dos organizadores é de que toda a expressão, consciência e energia da cidade, durante a festa, fique voltada para os meninos de rua. A partir de quatro de agosto, os sete "planetas" que orbitaram nos jardins do Aterro, irão visitar-- com muita música, teatro, fotografia, cinema, vídeo, dança, poesia, literatura e ciência-- sete "casas": Duque de Caxias, Campo Grande, Méier, Ilha do Governador, Niterói, Arpoador e Jacarepaguá, ficando uma semana em cada lugar. O sociólogo Herbert de Souza, diretor-executivo do IBASE (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas) e idealizador do evento, além de representante das entidades da sociedade civil que lutam pela democratização da terra e da sociedade brasileira, explicou que durante sete semanas, os sete "planetas"-- Espaço, Terra, Vida, Humano, Reiventado, Simbólico e Esperança-- percorrerão os sete locais escolhidos. "Cada planeta ficará uma semana em cada casa. Ao final desse período, uma fase completa da lua, ele migra para a casa seguinte. Assim, todos eles passarão por todas as casas, dando oportunidade a toda a cidade de entrar em contato com o tema Terra e Democracia", explicou. O "Terra e Democracia", que tem o apoio da prefeitura, do governo do estado do Rio de Janeiro e do Ministério de Assuntos Estrangeiros da França, está orçado em US$2 milhões (Cr$608 milhões). Até agora, o empresário João Augusto Fortes doou Cr$700 mil para a confecção dos catálogos de apresentação do projeto (JB).