Os últimos números do IBGE, em sua pesquisa sobre "Crianças e Adolescentes", informam ter o Brasil, no final da década de 80, 25 milhões de adolescentes entre 10 e 17 anos, representando 6% da população de 150 milhões de habitantes. O contingente de 10 a 14 anos soma 14,1 milhões e o de 15 a 17 anos, 10,9 milhões. O levantamento revela que pouco mais da metade desta população juvenil vive em domicílios com renda mensal per capita de até meio salário-mínimo, situação considerada de carência. A participação dos jovens na força de trabalho nacional é intensa: 50,2% entre 15 e 17 anos trabalham, sendo que na região Sudeste, mais desenvolvida, 83,7% trabalham mais de 40 horas por semana. Na faixa dos 10 a 14 anos, 18% são mão-de-obra ocupada, o que coloca o país, mais uma vez, nos limites inferiores das estatísticas sociais, só perdendo, neste caso, para o Paraguai (19,9%) e Haiti (24,4%). Os adolescentes são absorvidos em grande parte pelo mercado informal de trabalho, com destaque para os setores do comércio, serviços e agricultura. Só 3% dos pequenos trabalhadores são absorvidos no mercado formal. De acordo com o IBGE, um em cada 25 empregos no mercado formal é ocupado por jovens até 17 anos (GM).