O governo brasileiro aceitou pagar aos seus credores externos mais de US$16 milhões a título de reembolso de despesas com hospedagem, passagens aéreas, aluguel de limusines, refeições, honorários, horas extras, custas judiciais, tarifas postais, telex, telefone e fotocópias-- entre outras--, realizadas pelos banqueiros estrangeiros que integram o chamado Comitê de Assessoramento Bancário. Esse é um dos tópicos do acordo sobre a dívida externa aprovada ontem pelo Senado Federal. Do total, US$14,4 milhões são relativos a gastos dos banqueiros durante o processo de negociação da dívida vencida no governo José Sarney. Outros US$2 milhões correspondem a despesas do comitê em gestões com o governo Collor. Há uma resolução do próprio Senado (no. 82, de dezembro de 90) proibindo que nos contratos de crédito externo a União e suas autarquias paguem despesas de credores "com viagens, hospedagem, serviços técnicos ou jurídicos de seu exclusivo interesse". Mesmo assim o acordo foi aprovado (GM).