GRANDE SÃO PAULO EMPREGA 444 MIL DOMÉSTICAS

De acordo com dados da Fundação Sistema Estadual de Análises de Dados (SEADE), o trabalho doméstico é feito quase exclusivamente por mulheres, e ocupava, em 1987, data do último levantamento feito pelo órgão, 444 mil pessoas na Grande São Paulo. Ou seja, um quinto da mão-de-obra feminina trabalha em domicílios da região. Segundo o levantamento, as empregadas ganham muito pouco pelo trabalho. Recebem, em média, Cr$22 mil mensais. As que moram na casa do patrão, embora trabalhem mais (57 horas semanais), ganham pouco melhor: Cr$28 mil. Pelo menos 70% das empregadas vêm de famílias com renda mensal abaixo de 1,5 salários-mínimos (cerca de Cr$17 mil). O perfil das trabalhadoras domésticas revela também a baixa escolaridade. Cerca de 20% são analfabetas, e três quartos não completaram o primeiro grau. Cerca de 70% das empregadas trabalham como mensalistas. A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que garante ao empregado doméstico jornada de trabalho de oito horas diárias e 44 horas semanais, FGTS, vale-transporte, salário-família e seguro-desemprego. O projeto vai agora ao Senado Federal. De acordo com o projeto de lei, o empregado doméstico terá ainda adicional noturno de 20% sobre os 50% da hora extra no período entre 22 horas e cinco horas, caso durma no emprego. Terá também 13o. salário pago em duas parcelas, repouso semanal remunerado de 24 horas, férias de 30 dias-- com um terço do salário--, licença-gestante de 120 dias, licença-paternidade de cinco dias, aposentadoria e direito a associação sindical (O ESP).