CPI DO MENOR TEM RELATO DE 99 MORTES EM SÃO PAULO

Noventa e nove crianças e adolescentes foram assassinados em São Paulo entre setembro de 1990 e maio último. A maioria (66,7%) foi morta a tiros. Os números foram apresentados ontem pela coordenadora do Núcleo de Violência da USP, Mírian Mesquita, à CPI que investiga o extermínio de crianças no Brasil. A CPI do Menor, presidida pela deputada federal Rita Camata (PMDB-ES), vai pedir o fechamento de três empresas de segurança de Duque de Caxias (RJ), caso fique provado que são administradas por pessoas processadas por envolvimento com grupos de extermínio-- conforme acusação feita pela promotora Tânia Moreira no último dia 13. O coordenador do Movimento Nacional dos Meninos e Meninas de Rua, Mário Volpi, entregou à CPI um dossiê com 411 assassinatos de meninos e adolescentes, de janeiro a maio deste ano. O Estado do Rio de Janeiro, segundo o documento, lidera as estatísticas, ccom 181 assassinatos de crianças até agora. Em segundo lugar, aparece Pernambuco, com 81 casos; Bahia, com 34; e Espírito Santo, com 27. A média de assassinatos de meninos de rua este ano em todo o país, segundo Volpi, é de três por dia. O coordenador pediu aos deputados apoio para a implantação imediata de todos os dispositivos previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente, como a criação dos conselhos comunitários de segurança (FSP) (JB).