Os saques no FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) em maio superaram a arrecadação do mês, que foi de Cr$126,23 bilhões, acarretando um déficit de Cr$7,78 bilhões, a ser coberto pelo fundo de liquidez. O principal motivo foi o crescimento exagerado de transferências de recursos para a quitação da casa própria, que passaram de Cr$8,34 bilhões em abril para Cr$53,83 bilhões em maio. É a primeira vez que ocorre uma situação de caixa negativo no Fundo de Garantia, desde que sua administração se transferiu do extinto BNH para a CEF e a correção dos saldos das contas vinculadas passou a ser feita mensalmente. O equivalente a US$1,3 bilhão (Cr$390 bilhões) em recursos do FGTS deixou de ser aplicado em 1990 aos programas sociais. O dado é do relatório dos representantes dos trabalhadores no Conselho Curador do FGTS. Segundo o relatório, o dinheiro poderia ter ido para a construção de 256 mil casas do Plano de Ação Imediata de Habitação (O ESP) (FSP).