Um dos países mais afetados pela epidemia mundial de AIDS, o Brasil está distante das avançadas e caras pesquisas sobre a estrutura do vírus HIV. Na área terapêutica, entretanto, há exceções como o Centro Corsini, de Campinas (SP), liderado pela médica Silvia Belucci. Ela apresentou resultados preliminares de testes com uma nova droga, em Florença (Itália), durante a 7a. Conferência Mundial sobre a AIDS. Eles desenvolveram o produto a partir de um fungo brasileiro, que ativa a resposta imunológica. Batizado de SB-73, o medicamento seria potencialmente útil também contra o câncer, já que estimula o sistema natural de defesa do organismo. "Testamos a droga em 29 aidéticos e a resposta foi positiva. Temos indícios de que se trata de um medicamento confiável. Precisamos agora avaliar efeitos colaterais, dosagem e tempo de uso", disse Silvia. A OMS (Organização Mundial de Saúde) prevê que até o ano 2000 a AIDS será uma epidemia heterossexual, com número igual de homens e mulheres contaminados no mundo todo. "Mesmo hoje a doença já é transmitida muito mais pelas relações sexuais, pondo as mulheres em risco tanto quando os homens", afirmou James Chin, chefe da Unidade de Vigilância da AIDS da OMS, durante a conferência (O Globo) (JB).