A POLÍTICA SALARIAL DAS EMPRESAS

Embora pela política salarial oficial os salários devam ficar congelados em junho e julho, mantendo seus valores nominais de maio, muitas empresas já anunciaram novas antecipações salariais para este mês, fruto de acordos coletivos ou mesmo fora de data-base. Outra tendência começa a surgir entre as empresas: incorporar aos salários os abonos que a política oficial está concedendo até agosto. O acordo coletivo, assinado pelos comerciários do Rio de Janeiro com as empresas do ramo de papelaria, que garantiu reajuste de 30% em maio, prevê mais 10% agora em junho e outros 15% em julho. Além desses reajustes, são dados os abonos previstos pela lei. As indústrias fabricantes de brinquedos, do Estado de São Paulo, que no acordo coletivo de março acertaram outra negociação salarial para três meses depois, fechou na semana passada um novo acordo que prevê reajuste de 18% agora em junho e 9,8% em julho. Os reajustes são dados além dos abonos e calculados sobre os salários de março (O Globo).