Um relatório da FEEMA (Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente) do Rio de Janeiro, concluído em maio, sobre a poluição no Município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, alarmou o governo do estado. Caxias é a nova Cubatão, afirmou o secretário estadual de Indústria e Comércio, Ciência e Tecnologia, Luiz Alfredo Salomão. A FEEMA responsabiliza a refinaria da PETROBRÁS de Duque de Caxias (Reduc) por 23% da poluição do ano na região e por 30% do óleo lançado na Baía de Guanabara. As 56 chaminés da Reduc, diz a FEEMA, emitem, entre outros tóxicos, óxido de enxofre, hidrocarbonetos e amônia. Caxias é uma cidade-dormitório com 600 mil habitantes. Só 20% das casas são atendidas por rede de esgoto. Na maioria dos bairros, as ruas são cortadas por valas negras, onde se misturam esgoto doméstico e resíduos industriais (FSP).