CMN APROVA MEDIDAS

As principais medidas aprovadas, ontem, pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) foram: -- os bancos comerciais e financeiras coligadas terão de promover até setembro redução global de 20% em suas operações de crédito pessoal, em relação à posição de 31 de maio. As financeiras independentes terão de reduzir em 10% essas operações, enquanto os fundos de previdência fechados ficam proibidos de realizar novos empréstimos pessoais. -- autorizada a criação de novo título público, a Letra do Tesouro Nacional com taxas de juros flutuantes, que deverão levar a sigla LTNF. -- O Tesouro Nacional já pode avalizar dívidas contraídas por bancos privados no exterior, através da Resolução 63 do Banco Central, originalmente sem cobertura. Os bancos credores terão de reduzir o spread (taxa de risco) de 2,25% cobrados nesses créditos para 1,125%, que é a taxa cobrada hoje nas dívidas feitas com aval do Tesouro. A diferença de 50% de "spread" já paga por esses devedores seria ressarcida e iria constituir um fundo ou seguro da 63, destinado à prevenção contra eventuais dificuldades dos bancos tomadores. -- O CMN permitiu ao BNH (Banco Nacional de Habitação) baixar normas para dar maior flexibilidade às cadernetas de poupança, com objetivo de estimular e desconcentrar as aplicações. As mudanças serão no sentido de não prejudicar a rentabilidade do poupador que realizar saques no primeiro mês do trimestre, bem como de pulverizar as aplicações por diferentes trimestres do ano. -- proibido o uso do cartão de crédito para compra de combustível. Esse sistema começou a ser aplicado por algumas redes de revendedores e o governo passou a receber pedidos de praticamente todo o setor para fazer o mesmo e "temeu um exagerado aumento no consumo dos combustíveis. Segundo informações do ministro da Fazenda, Dilson Funaro, os bancos e as financeiras perderão a capacidade de financiar Cz$7,6 bilhões, nos próximos 90 dias, o que corresponde a 31,7% do saldo de aplicações existente no final do mês passado (FSP).