Quando a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (ECO-92) for aberta em junho de 1992, no Rio de Janeiro, um dos mais modernos conceitos da ecologia, o desenvolvimento sustentável, ganhará um lugar de destaque entre os temas do encontro. Essa nova idéia acredita que o progresso se faz com o equilíbrio entre os ganhos materiais e o uso racional dos recursos naturais. Estudos indicam que a população do planeta, hoje em torno dos 5,3 bilhões de pessoas deverá bater na casa dos 10 bilhões no ano 2050. Isso implicará numa corrida aos últimos solos férteis. Mais gente no planeta significa mais esgoto, mais sujeira, mais gasto de energia, mais poluição e mais chances de problemas com o efeito estufa-- o aquecimento da temperatura da Terra causado provavelmente pela acumulação de gases na atmosfera-- se agravarem. Diante disso, o desenvolvimento sustentável parece a saída viável para a manutenção das riquezas naturais e da qualidade de vida. Dentro dessa nova mentalidade, a biosfera deveria produzir benefício para as gerações atuais, ao mesmo tempo em que manteria sua potencialidade para satisfazer às necessidades das gerações futuras (O ESP).