No mesmo ano em que a Cruz Vermelha admitiu ter usado sangue contaminado com o vírus da AIDS nos EUA, um escândalo envolvendo um órgão do governo francês mostra que a segurança de transfusões não é um problema restrito ao Terceiro Mundo. Hemofílicos franceses que de 1984 a 1985 foram infectados pelo "HIV" através de transfusões com sangue fornecido pelo Centro Nacional de Transfusão Sanguínea (CNTS) receberam, por carta, proposta para silenciarem e renunciarem por escrito a qualquer ação judicial em troca de US$17 mil. A denúncia foi feita pelo jornal "Le Figaro", que publicou duas das cartas enviadas em dezembro de 1989. Os dados mais recentes indicam que dos três mil hemofílicos cadastrados na França, 1.200 contraíram AIDS e 200 já morreram (O Globo).