MAGRI PEDE DESCULPA E CONTINUA MINISTRO

Uma autocrítica salvou ontem o ministro do Trabalho e Previdência Social, Antônio Rogério Magri, de perder o cargo. O próprio presidente Fernando Collor anunciou, em entrevista coletiva, a decisão de não afastá-lo, apesar de Magri ter se ausentado, no último dia cinco, da sessão inaugural da OIT (Organização Internacional do Trabalho), em Genebra (Suíça), para passear e fazer compras. "Ele reconheceu o erro", justificou Collor, ao afirmar que o ministro terá de provar absoluta dedicação ao trabalho e apresentar resultados concretos de sua gestão. Em nota oficial, o ministro Magri disse apenas que saiu para "afazeres pessoais", admitiu que errou e que pediu desculpas ao presidente, se penitenciando publicamente. Ao fim de uma conversa de 50 minutos, Magri não só foi mantido no Ministério como recebeu de volta a tarefa de presidir a comissão encarregada de investigar as fraudes contra o INSS. Ele terá até o fim do ano para deixar a Previdência Social "saneada e com absoluta eficiência na arrecadação e pagamento dos benefícios", disse o presidente. O ministro prometeu a Collor mudar sua equipe, à qual atribui boa parte dos problemas da Pasta. Seriam substituídos o assessor especial Aluízio Azevedo e o secretário-executivo Olegário Mundim (O ESP) (JC) (JB) (O Globo).