O presidente Fernando Collor afirmou ontem, a um seleto grupo de cientistas na Academia Real de Ciências da Suécia, em Estocolmo, que "o Brasil deseja compartilhar as esperanças de que, com vontade política, com colaboração tecnológica, com colaboração de ordem financeira, possamos executar projetos de recuperação de áreas devastadas". Nas cinco vezes em que se pronunciou publicamente ontem, o presidente propugnou por mecanismos de transferência de tecnologia de controle ambiental a custos baixos, acessíveis a países como o Brasil. "É importante que consigamos conciliar não somente a vontade política do governo com alguma coisa concreta para a preservação das áreas que já foram devastadas, como também nos associarmos a essa disposição da comunidade científica de colaborar, transferindo tecnologia limpa para os países em desenvolvimento, naturalmente sem custos adicionais", afirmou Collor. O presidente participa hoje das comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente. Ao saber que, segundo o jornal inglês "Financial Times", sua aliança com o governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola (PDT), não é bem vista pelo governo dos EUA e os banqueiros internacionais, Collor rejeitou a interferência: "Caso tenham ficado chateados, vão ter dois problemas: um de ficar e o outro de deixar de ficar", afirmou (GM) (JB).