A PETROBRÁS assinou, finalmente, o polêmico contrato com a VASP de fornecimento de combustível para sua frota de aviões, denunciado pelo ex- presidente da estatal Luiz Octávio da Motta Veiga como causa de sua demissão do cargo, em outubro de 1990. Pelo contrato, assinado no último dia 31 pelo presidente da BR Distribuidora, almirante Maximiano da Fonseca- - demitido do cargo pelo ministro da Infra-estrutura, João Santana, e substituído por Ernesto Weber--, a PETROBRÁS financia por cinco anos a venda de 71,1 milhões de litros de querosene de aviação (QAV), no valor de US$13,2 milhões (Cr$3,7 bilhões), em troca da garantia de compra, pela VASP, de 15 milhões de litros mensais (metade das necessidades da empresa aérea), por um período de 12 anos. A VASP vai amortizar o financiamento do combustível em 60 parcelas mensais, três das quais já pagas (o contrato tem efeito retroativo a 1o. de março), atualizadas pela TR mais juros de 1% ao mês. A empresa deu como garantia a hipoteca de três aviões Boeing 737, avaliados em US$21 milhões (Cr$6 bilhões). Além disso, a VASP se comprometeu a dar exclusividade no fornecimento de combustível pela PETROBRÁS para os aviões de linhas internacionais (O ESP).