MINEIRO DESEMPREGADO DA CSN ENFRENTA A PM

Cerca de 100 mineiros da unidade carbonífera da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) de Criciúma (SC) e 60 policiais da tropa de choque da PM entraram em confronto na manhã de ontem. A origem da confusão foi o não-cumprimento do acordo para a retirada de carvão do pátio da CSN, que está sem produzir há 13 meses e deixou mais de 1.500 desempregados, enquanto se arrasta o processo de privatização da usina. Nove caminhões foram depredados e a PM lançou bombas de gás lacrimogêneo até no interior de uma igreja da cidade. A CSN tem uma dívida de 12 mil toneladas de carvão bruto junto a uma empreiteira da cidade-- a Pérola Mineração-- mas os mineiros não permitiram a retirada do material enquanto o impasse envolvendo seus empregados não fosse resolvido. Como o proprietário da credora ameaçou seus funcionários de demissão, por falta de dinheiro, os mineiros da CSN aceitaram que fosse retirado um terço do carvão devido, para o pagamento de seus colegas. Mas uma decisão do juiz Lédio Rosa, da 1a. Vara Cível de Criciúma, garantiu a saída de todo o produto (JB).