SECRETÁRIO PREGA DESCENTRALIZAÇÃO DA CULTURA

Nomeado para o cargo há menos de dois meses, o novo secretário de Cultura do governo Collor, embaixador Sérgio Paulo Rouanet, prefere não traçar prioridades para a política cultural que pretende executar à frente da pasta. Ele afirmou que não pode omitir-se em setores como a proteção patrimonial e o incentivo à criação cultural. Mas as prioridades, segundo ele, vão "depender dos recursos, que são escassos, e das situações de emergência que forem surgindo". Para buscar outras fontes de renda destinadas ao financiamento de atividades culturais e artísticas, o secretário criou um grupo de trabalho encarregado de apresentar, até o final de junho, propostas para a criação e regulamentação do Fundo de Investimento Cultural e Artístico, o Ficart. Com relação à política cultural no panorama nacional, Rouanet acha que a descentralização é necessária num país com a dimensão continental e a diversidade do Brasil. Ele defende a participação das comunidades locais em decisões relativas a tombamentos ou na avaliação do tipo de projeto cultural que cada região considera prioritário. "Tais decisões não podem ser tomadas por tecnocratas de Brasília", concluiu o secretário (GM).