REGIÕES POBRES VÃO PESAR MAIS NO CÁLCULO DO MÍNIMO

O IBGE retirou a predominância das grandes capitais do país na nova metodologia adotada para apuração do Índice de Reajuste do Salário Mínimo (IRSM), base de cálculo dos abonos salariais móveis, que começam a ser pagos este mês. Ao privilegiar regiões de menor poder aquisitivo na sua estrutura de ponderação, o IRSM pode vir a registrar uma inflação superior aos demais índices, considerando a média recente destes estados mais pobres. O presidente do IBGE, Eduardo Guimarães, explicou que o objetivo da nova estrutura foi aumentar o peso relativo das áreas com maior incidência de trabalhadores na faixa de até dois salários mínimos, universo que o IRSM pretende refletir. Entre os produtos aferidos, o item alimentação passa então a ter maior influência, reduzindo o peso dos artigos de vestuário e residência (GM).