O Movimento pela Sobrevivência da Transamazônica continua acampado em Altamira (PA) desde o último dia primeiro. Os organizadores marcaram uma reunião com representantes do governo federal, no próximo dia cinco, para discutir propostas para a retomada da colonização na região. No mesmo dia, haverá passeata pelas ruas da cidade. São cerca de dois mil colonos que representam 470 mil moradores das cidades que se formaram de 1970 para cá ao longo de um trecho dos mais depauperados da que seria a mais espetacular estrada do país. O movimento conta com a adesão dos prefeitos de Altamira, Armindo Bernardim (PMDB), de Uruará, Antônio Lazarini (PMDB), e de Medicilândia, Francisco Aguiar (PTB). É esperada para amanhã a chegada de mais oito mil colonos. Eles irão acampar perto da sede do INCRA e em duas escolas de Altamira. A recuperação do projeto de colonização exigiria reconstrução do principal trecho deteriorado e a abertura de 1.840 quilômetros de estradas vicinais, hoje simples picadas na floresta. Mas 2.860 quilômetros de estradas vicinais já construídas teriam de ser refeitos, porque estão intransitáveis (FSP) (JB).