O aumento do desemprego e do arrocho salarial está obrigando as famílias paulistanas a se reorganizarem para poder enfrentar a crise econômica, segundo informações do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos). As mulheres, que haviam desistido de trabalhar no ano passado por causa da baixa remuneração, estão voltando ao mercado de trabalho e disputam principalmente as vagas no setor de serviços domésticos. As empregadas domésticas mensalistas aumentaram sua participação no mercado de trabalho em 25,3%, entre outubro de 1990 e abril de 1991. A taxa de desemprego feminino chegou a 14,8% em abril. Outras alterações na estrutura familiar provocadas pela recessão foram: aumento do número de autônomos (11,6%) e dos filhos que trabalham sem carteira assinada (14,6%) e diminuição (8,4%) do número de chefes de família que têm carteira assinada (O ESP).