ONGS CRITICAM REGIONALISMO DA CONFERÊNCIA AMBIENTAL

O secretário-executivo do IBASE (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas), Herbert de Souza, alertou ontem, durante encontro das ONGs (Organizações Não-Governamentais) da América Latina, no Rio de Janeiro, para a "visão excessivamente doméstica que vem sendo dada à 2a. Conferência Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92)". Para ele, deve-se destacar que a conferência é um acontecimento mundial, sendo o Rio de Janeiro apenas um "ponto" do evento. Disse, ainda, que se essas questões não forem entendidas pelos meios de comunicação, pela sociedade e pelo governo brasileiro, "haverá a possibilidade de se cair em situações ridículas". Herbert de Souza ressaltou que durante a Rio-92 o mundo terá oportunidade de exigir de chefes de Estado presentes ao evento
38307 explicações sobre o que estão fazendo para preservar o meio ambiente. Segundo ele, "os chefes de Estado devem dar uma explicação ao mundo inteiro e não apenas fazer um show durante a Rio-92". O secretário- executivo do IBASE disse ainda que o movimento ecológico é mundial e pode ser visto sob dois aspectos: o "verde", onde serão analisados problemas como a devastação da Floresta Amazônica e a camada de ozônio, e o social, tendo a discriminação social e racial como pontos de referência. O IBASE vai funcionar, durante a Rio-92, como um grande centro de comunicações nacional e internacional sobre a conferência (JC) (GM).