APROVADO CAPITAL EXTERNO NA BOLSA DE VALORES

O CMN (Conselho Monetário Nacional) aprovou ontem a abertura das bolsas de valores aos investidores institucionais estrangeiros-- fundos de pensão, fundos mútuos de investimento, seguradoras e carteiras próprias de instituições financeiras. A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) informou que as bolsas iniciarão as operações com os novos investidores dentro de duas semanas. A abertura deverá trazer para as bolsas de São Paulo e Rio de Janeiro (BOVESPA e BVRJ) entre US$100 milhões e US$150 milhões nos próximos 12 meses. Os investimentos estrangeiros nas bolsas serão feitos por meio de instituições financeiras sediadas no país. Em junho, o CMN deverá aprovar medida que facilitará o lançamento de ações brasileiras no exterior. O CMN criou ainda um novo título de crédito com o objetivo de facilitar a captação de recursos para a compra de debêntures. Os bancos passarão a vender Cédulas Pignoratícias de Debêntures (CPDs). Com o dinheiro arrecadado, comprarão debêntures. Na reunião de ontem, o CMN aprovou também a rolagem de toda a dívida da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), principal mais juros, que em dezembro passado era de Cr$49 bilhões. O CMN concordou ainda que o Brasil pague US$951 milhões ao FMI (Fundo Monetário Internacional) por conta do aumento de cotas acertado no ano passado. O CMN autorizou a formação de um consórcio de bancos para financiar a aquisição de equipamentos nacionais destinados ao projeto Xingó da CHESF. Foi aprovado a transferência de Cr$627 milhões de recursos do Tesouro Nacional para os bancos que operam com o PROAGRO-- com exceção do Banco do Brasil. De acordo com o CMN, ficam dispensados da prévia autorização do Banco Central os financiamentos a importações para pagamentos nos prazos entre 361 dias e 720 dias. O importador terá prazo de 30 dias depois de receber a mercadoria para solicitar o registro no BC (O ESP) (GM).