A CUT (Central Única dos Trabalhadores) reconheceu o fracasso da greve geral da semana passada e decidiu que seu campo de luta passará a ser o Congresso Nacional. A nova estratégia será posta em prática em junho, na votação do plano de custeio da Previdência, do novo salário-mínimo e da política salarial que vai vigorar a partir de setembro. "Vamos descarregar todas as energias pressionando os parlamentares", disse o presidente do PT, Luís Inácio da Silva. Lula e os presidentes da CUT, Jair Meneghelli, e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema, Vicente Paulo da Silva, reconheceram que o insucesso da greve favoreceu seu maior adversário, Luiz Antônio de Medeiros, presidente da Força Sindical, que não participou da paralisação. O consultor sindical Sérgio Gomes disse que a CUT tentará usar "o método que Medeiros está empregando e empregará cada vez mais". O ministro da Justiça, Jarbas Passarinho, começa a estudar, a partir de hoje, formas de processar os líderes sindicais responsáveis pela greve geral da semana passada. O ministro entende que, nos casos em que se caracterizar invasão e depredação da propriedade privada, o líder sindical responsável é passível de processo na Justiça. Passarinho vai examinar também medidas necessárias para impedir a realização de piquetes violentos e "arrastões", que retiram à força o trabalhador do seu local de serviço, durante as greves. "Vamos ver o que é preciso e, se necessário, modificar a lei", antecipou (JB).