Nenhuma empresa brasileira aparece na lista dos 100 maiores fabricantes de armamentos do mundo no Anuário de 1991 do Instituto de Pesquisa da Paz de Estocolmo (SIPRI), divulgado ontem. Segundo o SIPRI, a recessão econômica prejudicou a indústria bélica brasileira. Devido à crise, empresas como a ENGESA e a AVIBRÁS foram à concordata e a EMBRAER e a Órbita reduziram as exportações. O Brasil, entretanto, não abandonou o programa especial que o capacita a fabricar mísseis, afirma o estudo. Ainda assim, o Brasil foi o 11o. exportador de armas do mundo, no período 1986-1990, e o 9o. para o Terceiro Mundo. Nesse período, as empresas brasileiras faturaram US$1,189 bilhão (cerca de Cr$372 bilhões). Desse montante, US$1,136 bilhão (Cr$355 bilhões) foi vendido a países do Terceiro Mundo (FSP).