A retomada da construção de Angra 2, com a formação de um consórcio, está dependendo de um acordo entre FURNAS, ELETROBRÁS, Siemens-KWU e um grupo de bancos alemães. A conclusão da obra depende de US$1,5 bilhão. Parte desse dinheiro, US$700 milhões, segundo fontes do governo brasileiro, já foi liberada. O acordo, porém, aguarda liberação de US$800 milhões do Tesouro Nacional, que não tem esses recursos. Dispostos a superar essa dificuldade de caixa, o governo pode abrir mão dos investimentos feitos até agora na usina, cerca de US$3,6 bilhões, transferindo para a iniciativa privada a conclusão da obra num prazo de cinco anos. A formação do consórcio é a alternativa mais discutida. Ele investiria os recursos que o governo não tem, assumiria as dívidas, e com a operação do reator, num prazo máximo de 10 anos, recuperaria os investimentos (O ESP).