Na primeira reunião ministerial desde a troca da equipe econômica-- a 12a. de seu governo--, o presidente Fernando Collor anunciou ontem os novos planos traçados pelo governo para levar à modernização do país. Durante discurso de 20 minutos, em que fez um balanço das conquistas do primeiro ano de governo e anunciou novos objetivos, o presidente convocou as lideranças partidárias à retomada do entendimento nacional. Collor exigiu que ministros e secretários dêem mais atenção aos pleitos dos políticos e atendam seus pedidos de audiência. A reunião teve a participação de 11 líderes partidários. Collor justificou a presença dos políticos como uma disposição de aperfeiçoar a sintonia entre a ação política e a
38217 atividade administrativa através do diálogo e do entendimento. São as seguintes as promessas de Collor: Economia-- liberação gradual dos preços, cujos reajustes serão definidos nas câmaras setoriais. Manutenção da austeridade monetária e fiscal; Ação Social-- implantação do projeto Minha Gente, que prevê a construção de cinco mil CIACs (Centros Integrados de Assistência à Criança); Política-- incentivo às discussões sobre a mudança do sistema de governo de presidencialista para parlamentarista; Modernização do Estado-- aceleração do programa federal de privatização de empresas estatais e do programa de desregulamentação; Relações Exteriores-- prioridade para as negociações da dívida externa e busca de financiamentos em instituições governamentais. O presidente afirmou que "a negociação da dívida externa levará em conta nossa capacidade de pagamento", e fez uma ressalva: "Mas vamos situar o problema num âmbito mais amplo, que é o da busca da poupança estrangeira para financiar o nosso desenvolvimento, para termos garantia de crédito"; Ética-- diminuição dos contrastes entre as camadas sociais e defesa dos ideais de civismo e de solidariedade (O ESP) (JB) (GM).