BRASIL FICA EM 60o. EM "RANKING" DE BEM-ESTAR HUMANO

O Brasil ocupa o 60o. lugar, entre 160 países, em um "ranking" de bem- estar humano divulgado ontem em Nova Iorque (EUA) pela ONU (Organização das Nações Unidas). É a segunda versão do Relatório de Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). No ano passado, entre 130 nações, o país estava em 51o. lugar. O Japão ocupa o 1o. lugar e Serra Leoa o último. Em relação a 1990, o texto divulgado ontem apresenta uma novidade. A ONU avaliou também as condições de liberdade dos habitantes de 88 países. No chamado Índice de Liberdade Humana o Brasil ficou com o 35o. lugar. Em primeiro ficou a Suécia. O Iraque ficou em último. Os indicadores colhidos pela ONU para colocar o Brasil em 60o. lugar no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) foram os seguintes: 65,6 anos como expectativa de vida; 78,5% de taxa de alfabetização de adultos; 3,3 anos de escolaridade média e 4.620 dólares de renda per capita. No Japão esses índices foram, respectivamente: 78,99%, 10,4 e 19.650. Os dados divulgados ontem apontam, segundo a ONU, a falta de compromisso político dos governos como a principal causa da miséria em que vivem um milhão de pessoas no mundo. Como saída, sugere uma melhor utilização dos recursos para cada país e aponta como caminho a redução dos gastos com armamentos, a eliminação de empresas públicas ineficientes e um sério combate à corrupção. O relatório assinala ainda a necessidade dos países de reduzir a dívida interna e externa e defende a criação de incentivos para a agricultura e para a pequena empresa. Para a ONU, as prioridades precisam ser educação básica, saúde primária, fornecimento de água para as regiões rurais, planejamento familiar, subsídio para alimentação e segurança social. O relatório da ONU conclui que 73% da população mundial detêm apenas 15% da riqueza produzida no planeta e este desequilíbrio pode resultar "num caos social de proporções mundiais". Entre os países em desenvolvimento, há hoje cerca de US$50 bilhões potencialmente aplicáveis em programas urgentes para a área humana. Bastaria, para tanto, uma reordenação dos gastos governamentais, entre os quais os voltados para a área militar que absorvem 5,5% do produto nacional bruto do mundo em desenvolvimento. O relatório mostra também que os países gastam 1,66 dólares em armamentos para cada dólar investido em educação e saúde. Os países da América Latina e do Caribe consomem 29 centavos em armas por cada dólar gasto em educação e saúde (O ESP) (FSP) (GM) (JB).