Uma política monetária ativa depende da capacidade do governo em aumentar a credibilidade nos ativos financeiros e recuperar a capacidade de financiamento do Estado, mas, ao contrário do que defendem alguns economistas do país, a alternativa da dolarização da economia não é o melhor caminho para que aqueles objetivos sejam alcançados no Brasil. A opinião é do diretor indicado para a área de política monetária do Banco Central, Pedro Bondin de Moraes, que ontem foi sabatinado no Senado Federal. A indicação do seu nome para o cargo foi aprovado, por unanimidade (18 votos), pela comissão de assuntos econômicos do Senado. Em São Paulo, o presidente do BC, Francisco Gros, disse que vai manter as mesmas orientações da gestão passada no que se refere aos mercados de ouro e dólar norte-americano. Ou seja, não haverá espaço para especulação e o BC intervirá nesses mercados toda vez que achar necessário (GM) (JB).