CONGELAMENTO SÓ ACABA EM UM ANO

O governo fixou o prazo de um ano para o fim do congelamento de preços. Mas decidiu adotar, nesse período, uma nova política para os reajustes. A grande modificação em relação à orientação da antiga equipe econômica é considerar, na discussão do descompasso de preços, as ponderações dos setores industriais. Cada pedido de aumento de preço terá como contrapartida, para ser atendido, uma exigência por parte do governo de ganho de produtividade. As discussões deverão ser feitas sempre em câmaras setoriais, o único fórum de discussão admitido para a saída do congelamento. A proposta do governo foi apresentada ontem, em Brasília, pela secretária nacional de Economia, Dorothéa Werneck, durante reunião da Comissão de Competitividade e Produtividade Industrial, com a participação de 144 empresários. O presidente da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Mário Amato, pediu uma trégua na remarcação de preços. O apelo foi dirigido aos empresários que, na sua opinião, devem dar uma chance à nova equipe econômica (O ESP).