Enquanto uma parte da população do Rio de Janeiro reclama porque paga altos valores de IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano), outra sonha com o dia em que receberá o carnê do IPTU. Para os moradores das favelas, o IPTU funcionará como uma certidão que regularizaria as construções ilegais e a posse da terra, além de dar acesso aos serviços básicos. Nossa situação melhoraria muito. A gente teria como cobrar da prefeitura,
38125 porque estaria pagando, comentou o comerciante Antônio Trajano da Silva, morador da favela da Rocinha. Mas a notícia de que a prefeitura pode passar a cobrar um IPTU simbólico na Rocinha, como contrapartida a uma série de empréstimos externos para a realização de obras de urbanização na área, não agradou a FAFERJ (Federação das Associações de Favelas do Rio de Janeiro). "Consideramos isso uma discriminação com as demais 470 favelas do Rio. São dois milhões e meio de favelados que não foram chamados para saber sua opinião", disse o presidente da FAFERJ, Irineu Guimarães (JB).