Os ferroviários da Central do Brasil, no Rio de Janeiro, decidiram ontem, em assembléia, entrar em greve a partir da meia-noite, por tempo indeterminado. A categoria marcou assembléia diária para avaliar o movimento. Os 15 mil ferroviários reivindicam reposição salarial de 325%, mais 10% de aumento real e os 40% de produtividade determinados pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho), retroativos a 1986. Os 23 mil rodoviários de Niterói, São Gonçalo, Araruama, Saquarema, Itaboraí, Rio Bonito, Maricá e São Pedro da Aldeia entraram em greve por tempo indeterminado à meia-noite. A deflagração do movimento deixará mais de cinco milhões de pessoas sem transporte, nos oito municípios. A categoria reivindica 122% de reposição das perdas salariais, jornada de seis horas, tíquete refeição, cesta básica, uniformes gratuitos e passagem de graça para os motoristas mesmo sem uniforme. Também os professores da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro decidiram manter até o próximo dia 27 a greve iniciada ontem. Eles reivindicam 93% de aumento salarial, de uma só vez, como primeira parcela da reposição das perdas salariais sofridas até agora, para todos os profissionais da Educação (O Dia).