Piquetes nas garagens de ônibus e concentrações nos bairros para bloquear as principais vias de acesso ao centro da cidade serão as duas principais táticas da CUT (Central Única dos Trabalhadores) para tentar viabilizar em São Paulo a greve geral convocada para os próximos dias 22 e 23 contra a política econômica do governo. A informação é do secretário-geral da entidade, Gilmar Carneiro. Até ontem, dos 1.511 sindicatos filiados à CUT em todo o país, 350 confirmaram adesão à greve através de assembléias. No Sergipe, dos 30 sindicatos filiados à CUT, 12 já confirmaram adesão à greve geral. Reunidos em São Paulo, cerca de 200 dirigentes de 33 sindicatos do estado ouviram do presidente da CUT, Jair Meneghelli, a acusação de omissão: "O problema em São Paulo é que todos os índios viraram cacique e cacique não trabalha". O ministro da Economia, Marcílio Marques Moreira, disse que está disposto a dialogar com as principais lideranças sindicais do país. A afirmação foi feita ao senador Eduardo Suplicy (PT-SP), em audiência no Ministério da Economia. Segundo o senador, o ministro não soube dizer "quando nem em que condições" seria retomado o diálogo com os trabalhadores. "Eu entendi que a equipe econômica está aguardando um sinal dos trabalhadores para dar o primeiro passo rumo ao diálogo", comentou Suplicy (FSP) (O ESP).