A CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear) está elaborando um projeto que incluirá o programa atômico brasileiro na economia de mercado. Segundo o presidente da CNEN, José Luiz de Santana Carvalho, a idéia é criar o Laboratório Nacional do Rio de Janeiro (LNR), uma empresa de capital misto que terá como objetivo o desenvolvimento e a comercialização de tecnologia nuclear. O novo laboratório, a ser implantado em uma área de nove quilômetros quadrados no Estado do Rio de Janeiro, terá como primeiros produtos um reator de radioisótopos e o Reator PWR Nacional, uma mini-usina atômica capaz de gerar 100 megawatts de energia (a usina de Angra 1 produz 600 megawatts). De acordo com o presidente da CNEN, o reator para produção de radioisótopos (de cinco megawatts), por exemplo, poderá eliminar a importação desses produtos usados anualmente por 500 mil brasileiros. Ele estaria operando em quatro anos e pagaria rapidamente o investimento de US$7 milhões, disse Carvalho (O Globo).