BRASIL E ESPANHA DEBATEM ACORDO

O acordo de cooperação e amizade entre o Brasil e a Espanha só deverá ser concluído no próximo ano. Ele envolverá a perspectiva de linhas de financiamentos expressivas, cerca de US$3 bilhões em cinco anos, mas só sairá do papel se o Brasil oferecer uma situação econômica atraente para os investidores privados espanhóis. Hoje, o presidente Fernando Collor e o primeiro-ministro espanhol Felipe Gonzáles assinam as bases para discussão do acordo. Ontem, contudo, algumas declarações procuraram dar um tom cauteloso ao seu alcance imediato. Gonzáles, após conversar com Collor, previu que a conclusão do acordo levará "de seis a nove meses". Ele criará bases para estimular o fluxo de investimentos, inclusive através de mecanismos de financiamento. No entanto, lembrou Gonzáles, "a situação econômico dos dois países condicionará o desenvolvimento do tratado". O presidente Fernando Collor afirmou, em discurso no jantar de gala oferecido pelo rei Juan Carlos, que "os Pactos de Moncloa, reunindo governo, empresários e sindicatos, constituem viva fonte de inspiração para o entendimento nacional que estamos procurando amadurecer no Brasil". No discurso, Collor fez também um apelo ao dizer que a recuperação da capacidade produtiva do Brasil depende da "retomada de fluxos de capitais estrangeiros e o acesso garantido a avanços tecnológicos". Collor encerrou o discurso convidando a Espanha a participar da ECO-92 (GM) (FSP).