As centrais sindicais começam a se preparar para o plebiscito sobre o regime de governo previsto para 1993. A Força Sindical e a Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT) fizeram opção pelo Parlamentarismo e definem estratégias para a divulgação dessa idéia entre os sindicatos filiados. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) tomará posição em setembro, no congresso nacional da entidade, mas a tendência parlamentarista é forte, como diz o secretário-geral da CUT, Gilmar Carneiro. A Central Geral dos Trabalhadores (CGT) considera a discussão sobre o sistema de governo secundária diante do quadro recessivo nacional. A greve geral, no regime Presidencialista, não tem efeitos. No
38019 Parlamentarismo, ao contrário, é o instrumento mais forte que a sociedade
38019 pode utilizar para constranger o presidente ou o Parlamento e derrubar um
38019 gabinete, argumenta Enilson Simões de Moura, secretário-geral da Força Sindical. "O Parlamentarismo reforça o poder dos trabalhadores", disse. Foi a partir de argumento semelhante que a Confederação Geral dos Trabalhadores decidiu, há 15 dias, aprovar o Parlamentarismo como parte da luta política da entidade. "O Parlamento é mais ágil na defesa do trabalhismo", avalia Dalton Silvano do Amaral, secretário-geral. A proposta parlamentarista tem "perspectivas favoráveis de aprovação" no próximo congresso da CUT. Tudo dependerá do poder de influência e voto da Articulação, tendência majoritária no PT-- e que se reproduz na CUT-- , à qual está ligado o presidente nacional do partido, Luís Inácio da Silva, que já se declarou parlamentarista. O PT se definirá em relação ao sistema de governo também no seu congresso, em outubro (GM).