O Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE) decidiu rejeitar as contas do ex-governador Nilo Colho (PMDB) referentes ao exercício de 1990. A decisão é inédita, já que desde 1915, quando o TCE foi criado, nenhum governador teve suas contas rejeitadas. No julgamento, os conselheiros resolveram por cinco votos a um recomendar à Assembléia Legislativa a rejeição das contas de Nilo Coelho, numa decisão em que foram relacionadas 31 irregularidades. As principais irregularidades são: abertura de créditos suplementares sem a imprescindível existência de fontes de recursos no valor de Cr$24,6 bilhões; transferência do controle acionário da Nordeste Linha Aéreas, que passou do governo do estado para o irmão do ex-governador, Sílvio Roberto Coelho; e gastos com publicidade no valor de Cr$141,1 milhões sem licitação (JB).