ONGS BRIGAM POR ESPAÇO NA RIO-92

As ONGs (Organizações Não Governamentais) dos países do Terceiro Mundo, formada em sua maioria por entidades de defesa do meio ambiente, saíram em desvantagem na corrida por uma vaga na Rio-92. Das 193 ONGs inscritas pelo comitê da ONU (Organização das Nações Unidas), pelo menos 160, ou 83% do total, são dos chamados países desenvolvidos. As restantes, entre as quais cinco do Brasil, são do Leste Europeu e do Terceiro Mundo. Essas ONGs terão direito a assistir às assembléias, apresentar trabalhos e até a fazer pronunciamento-- se comprovarem experiências relevantes nos temas em questão--, nos encontros preparatórios de Genebra (Suíça), em agosto deste ano, e Nova Iorque (EUA), em fevereiro de 1992, que servirão para os países-membros traçarem as diretrizes para a Rio-92. Preocupado com a fraca representação das ONGs do Terceiro Mundo, o assessor do CEDI (Centro Ecumênico de Documentação e Informação), Tony Gross, espera que o governo brasileiro se posicione contra esse desequilíbrio e defenda a criação de um sistema proporcional. As cinco ONGs do Brasil são: Pró-Rio-92 (Rio de Janeiro), Fórum das ONGs do Brasil (São Paulo), Fundação Vitória Amazônica (Manaus) e Instituto da Pré-História (Rondônia) (JC).