O presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Jair Meneghelli, disse ontem, em Porto Alegre (RS), que não teme um fracasso da greve geral programada para os dias 22 e 23. "Prefiro chamar uma greve e ela não acontecer do que ficar omisso ao maior arrocho salarial e desemprego da história do país", afirmou. O líder sindical reafirmou a posição da CUT em não concordar em trégua com o governo. "O entendimento proposto era o trabalhador continuar cedendo, e não estamos dispostos a esperar mais um ano", disse. Afirmou, entretanto, que a CUT aceita discutir reforma agrária e uma política salarial e de empregos. Em Santo André (SP), avaliação da CUT e da CGT (Confederação Geral dos Trabalhadores) revela que a greve geral contará com a adesão maciça dos rodoviários, metroviários, químicos e plásticos em São Paulo (O ESP) (JC).