Dos cerca de seis milhões de trabalhadores rurais assalariados do país, 80% ganham menos de dois salários-mínimos e a jornada de trabalho média é de 18 horas por dia. Os dados são da CPT (Comissão Pastoral da Terra). A CPT publicou em abril um estudo sobre os conflitos de terra no país e suas principais causas. A situação trabalhista no campo é apontada como uma das principais razões da violência rural. Em São Paulo, as questões trabalhistas colocam a luta pela terra em segundo plano como a principal causa dos conflitos no campo. No estado estão pelo menos um milhão dos seis milhões de assalariados agrícolas do país. Com base em estudos do DIEESE, a CPT concluiu que com o salário recebido hoje, os trabalhadores rurais são obrigados a sobreviver com menos de 40% do poder de compra do salário-mínimo de 1940. Um levantamento do IBGE aponta que apenas 5% dos seis milhões de assalariados rurais têm contrato de trabalho (FSP).